Mudar não é desistir. É se reinventar.

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Existe uma dor silenciosa que poucas pessoas falam. É a dor de quem decidiu mudar de trajetória profissional, de quem investiu tempo, esforço e energia em uma formação, acreditando que esse seria o caminho para transformar sua vida.

É a dor de quem escolheu estudar, se preparar, se capacitar, e depois descobriu que, na prática, o mercado não é tão receptivo quanto parece nas promessas. O diploma chega. O orgulho por ter concluído também.
Mas, junto, vem uma realidade que nem sempre é dita: as portas nem sempre se abrem com facilidade.

Eu não sei se a pior parte é acordar e não querer levantar ou acordar e torcer para o dia passar logo. Às vezes, acordava de madrugada e mal conseguia voltar a dormir. Podia ser só um pesadelo, mas logo aquele pensamento me fazia tremer: era só mais um dia. Eu tinha que matar o tempo até as horas passarem. Esperar respostas, que raramente vinham. Todo e qualquer sinal de vida que indicasse para o que pedi de joelhos que era o que mais que queria na vida, e se revelaria “ainda” mais difícil para o meu lugar no mundo. Cada resultado era um questionamento tão vazio.

Serei a pessoa certa? Posso, mas devo? Me perdi em algum momento e não percebi? E quem nunca sentiu isso, realmente não entende e embora eu reze para que, vocês nunca saibam. A torcida me encarava, o mundo olhava e questionava. Mas você não se formou para isso? Por que não está trabalhando na sua área? Quem escolheu outro caminho? Mudar deveria ser fácil, uma virada de página, fechar um plano e abrir outro. Mas em que mundo as coisas funcionam dessa maneira? Existe um tipo de cansaço que não é físico. É mental, emocional. É o peso de tentar. É a frustração de esperar. É a dor de não sentir minha presença, nem o valor dela.

Resiliência não nasce quando as coisas dão certo. Nasce quando tudo dá errado. Você pensa então em desistir, mas decide tentar mais uma vez. Você percebe que, talvez, o caminho precise mudar. sinais de alerta. pensa em opções que nunca foram planeadas. Mas isso não é fracasso. Isso é aprendizagem.

Na verdade, significa apenas que, às vezes, a vida oferece a opção de construir um novo caminho. E está tudo bem. Assim como não é fácil construir um novo caminho formalmente e dizer adeus àquilo que você era antes, é preciso coragem. É preciso se permitir repensar apenas um pouco mais amor-próprio e determinar; às vezes, não pode nem deve ser chamado de evento. Em outras palavras, é difícil aceitar que as coisas não sejam, do jeito que sempre foram e, às vezes, é possível que você as tenha ensinado. Outra vez tudo bem; aprender de novo, repetir o processo, várias vezes, conforme o futuro lhe ensinar; ser uma pessoa, em primeiro lugar, não um diploma; não é, por definição, uma profissão; não é puramente uma escolha de computador, mas uma história de existência e trajetória; às vezes, é a capacidade de resistir.

Caso hoje você esteja neste lugar… se sinta que está difícil, pesado e incerto… respire.

Se acolhe.

Se permite olhar pra sua história com mais generosidade.

Acorda e coloca a mão no peito.

Se liberta.

Respira de novo, fecha seus olhos e sinta seu coração assumir o controle. Porque as portas que se fecham também te empurram para caminhos que talvez você nunca teria explorado. Porque recomeçar não é sinônimo de fracasso. É uma das maiores provas de força que alguém pode carregar. Mesmo que hoje o mercado não te veja, não te escolha, não te abrace… que você nunca esqueça de se escolher. Se abraçar. E de não desistir de si.

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