Eu não te culpo por ainda não estar pronto. Eu vejo a sua dor, mesmo quando você finge que não sente. Eu reconheço seus muros, porque já tive que escalar os meus.
Mas eu não posso mais diminuir a minha luz para caber no seu escuro.
Não posso mais esperar que você venha, se nem mesmo sabe se quer sair do lugar.
Porque amar também é saber soltar. E eu escolho me soltar do peso de te carregar sozinho.
Você foi espelho. Foi chamada. Foi tempestade.
Mas agora, eu me escolho.
E se for para te encontrar, que seja num ponto do caminho onde ambos estejam prontos — não para se resgatar, mas para caminhar lado a lado.
Com inteireza. Com presença. Com coragem.
Se não for…
Que o universo me leve até onde meu coração pode florescer por inteiro — sem medo, sem espera, sem dor.

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