aliás, você mesmo intitulou esse “adjetivo”. Não sou fácil de agradar, se você pensar que sou igual às outras. Sou contra roteiros metódicos e encontros de filme,talvez esse clichê não me agrade tanto quanto o natural e o não pensado.
Gosto de pessoas que me impressionem com o mínimo mais se ache o máximo, que não desistem por qualquer coisa e corre atrás de suas vontades pelo mais puro prazer, e não por teimosia. Que não possuem meio termo consegue ver além do que é lhe apresentado. Que é oito ou oitenta, simples assim. Que não se compare com os outros, e não se contenta com pouco, porque sabe que pode ter o melhor.
Que mergulha no momento, se entrega por completo. Que não tenha vergonha de admitir os erros, mais mesmo assim ria dos mesmos. Que desconfie do mundo, mas pareça confiar. Que me questione nas minhas crenças, vontades, devaneios e desejos. Embarque nas minhas fantasias, mas tenha pé no chão. Que tenha sangue correndo pelas veias, sentimento.
Que conheça meu pior lado, ainda sim fique. Porque posso ser sarcástica, mas é uma maneira de não se expor ao julgamento patético das pessoas. Elas julgam e não sabem o quanto podem ferir.
Loucura? Nada disso.
Gosto da intensidade, do olho no olho e daquele desejo fora do comum.
E por final, que poder posso ter? Diga-me “bobo da corte”! Talvez um sentimento que passou despercebido, ou um desejo fora do comum. Quem sabe o resultado se continuasse daquele jeito?
É o fato de se intitular “Bobo da Corte”, talvez eu não o veja assim.

“Os bobos da corte não eram nada bobos. Eles possuíam várias habilidades: versejavam, faziam malabarismos e mímica. Eram, principalmente, gente com talento, sabedoria e sensibilidade para divertir os outros”, afirma o historiador Nachman Falbel, da USP.
(Texto que estava no outro blog, escrevi faz anos)

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